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        Com base em entrevistas do secretário estadual de segurança pública, José F. Mallmann, sobre a implantação da Lei Seca em municípios gaúchos, visando a diminuição de estatísticas com altos índices de acidentes de trânsito e homicídios devido principalmente ao alto consumo do álcool por jovens. Você concorda com esta lei?

Escrito por Flores às 13h52
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         Você acha que pessoas que costumam beber somente em finais de semana são viciadas?

E pessoas que tomam uma latinha de cerveja todo dia ou um copo de vinho, são viciadas?

 

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Escrito por Flores às 22h00
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De acordo com Giovanni, o consumo de bebidas alcoólicas está inserido na cultura brasileira como fato social não só aceito, mas freqüentemente reforçado. "A crise econômica, o desemprego, os problemas emocionais, entre outros fatores, têm levado um número cada vez maior de pessoas a buscar refúgio no álcool", denuncia. >

 

Giovanni explica que o alcoolismo é considerado na atualidade, um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo. "São crescentes os números sobre doenças graves provocadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sem falar nos acidentes de trânsito, crimes e suicídios", argumenta o parlamentar. ( BARRETO, Giovani. Vereador de Salvador )

 

 

Depoimento:  "Tenho 20 anos de idade, sou uma pessoa tímida e na necessidade da auto-afirmação busquei no álcool a segurança que precisava. Sendo que o álcool passou a ser um item indispensável na minha vida, acabei perdendo amigos e afastando-me da família. Num momento de grande desespero, depois de quase um coma alcoólico, através da ajuda de minha família procurei o grupo de apoio PACTO."   

 

        Grupo de Apoio PACTO-Amor Exigente (AE) - Programa comportamental de auto-educação e reeducação. ( Local: Igreja Matriz São Luiz Gonzaga - Canoas) 

 

 

 

 

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       Os jovens dificilmente procuram ajuda, achando-se auto-suficientes e tratando como "caretice" o trabalho desses Grupos de Apoio. Você também pensa assim?    

Qual sua atitude diante do álcool?

 

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Escrito por Flores às 21h12
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A história da lagarta

Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão, olhando os pássaros, indignada com seu destino e  com sua forma.

"Sou a mais desprezível das criaturas", pensa.

"Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra".

Um dia entretanto, a natureza pede que faça um casulo. A lagarta se assusta - Jamais fizera um casulo antes. Pensa que está construindo seu túmulo e prepara-se para morrer.

Embora indignada com a vida que levou até então, reclama novamente com Deus.

"Quando finalmente me acostumei, o Senhor me tira o pouco que tenho".

Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim.Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta.

Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens. Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.

 

 

Depoimento:     "Tenho 40 anos de idade, sou casado e tenho 3 filhos. Todo dia no final do trabalho passava num bar, eu optava sempre pela cachaça, chegando em casa sempre bêbado. Essa situação ocasionava muitas discussões, muitos desentendimentos dentro de casa; por várias vezes, cheguei até agredir fisicamente minha esposa e filhos. Foi então, que minha esposa resolveu, depois de brigas constantes, pedir a separação.Percebi que precisava de ajuda e procurei o grupo PACTO. Sentindo-me sem motivação, vendo minha vida sem sentido e sem auto-estima. Era o ser desprezível, a escória da sociedade."

 

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        Fazendo uma analogia com a história da Lagarta e o depoimento acima, você considera o alcoolismo, uma doença física, mental ou de fundo emocional?

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Escrito por Flores às 20h03
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Resgatando o Valor da Vida

O dependente químico é um indivíduo que se encontra diante da realidade química objetiva ou subjetiva insuportável, realidade esta a qual não consegue modificar ou se esquivar, restando-lhe como única alternativa à alteração da percepção desta realidade. Esta alteração da percepção da realidade pode ser por ele obtida através do uso das drogas (álcool). Se tivermos claro que a droga é a única alternativa que restou para o indivíduo tomar-se compreensível o comportamento de drogar-se como ato impulsivo, trata-se da impossibilidade de não consumi-las e não do desejo de consumir.

A família e os dependentes químicos acabam buscando suporte para manter a superação conquistada ou almejada nos grupos comunitários de ajuda mútua. Experiências realizadas nos últimos anos têm confirmado a terapia familiar como instrumento complementar e, por vezes, substituto da terapia individual, especialmente eficaz em casos de adolescentes. Abrindo então uma porta para a cooperação e fechando a porta do julgamento.

O dependente vive à margem da sociedade, culpando suas famílias por seus fracassos e a família na ânsia de ajudar, sufoca, criando um círculo vicioso, onde os pais, os familiares, tornam-se também dependentes da doença.

Geralmente, os grupos de auto-ajuda são grupos organizados por ex-dependentes e têm como base a troca de experiências, o aconselhamento à reeducação. Não seguem nenhuma teoria específica, mas são extremamente eficiente justamente porque lidam com relatos de experiências vividas por outros dependentes que, desta forma, percebem o seu problema de uma outra maneira. 

Outra questão importante a qual nos remete esse tema, é quanto à necessidade do indivíduo na aceitação, na reintegração à sociedade e no resgate da cidadania.

Segundo Marques e Seminotti (2005,p.32), "os grupos têm uma força e uma capacidade ímpar de mobilizar sentimentos e atitudes que se revestem, de novas esperanças quanto à possibilidade de realização individual e social". Os grupos de auto-ajuda formam no incontável contingente em todo o mundo, onde os dependentes encontram na fórmula básica de se organizar para enfrentar seus problemas, onde um princípio importante, melhor na exigência, seja de que a pessoa admita sua impotência perante o vício e a perda do domínio de sua vida.

A participação em grupos de auto-ajuda tem resgatado a auto-estima da família, de modo que passam a curar-se da co-dependência, vivendo a situação de proximidade com o dependente de drogas com melhor qualidade de vida.

Referência bibliográfica:

MARQUES, Juracy C.; SEMINOTTI, Nédio. Revista Psicologia Argumento. Curitiba, v.20,nº 31, p. 11-19, out, 2002.

 

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              Vendo esta imagem, ela lembra alguém conhecido ou algum caso vivenciado?

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Escrito por Flores às 19h29
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